
Sem cerimônia para mil convidados. Sem estardalhaço. A singelidade muitas vezes potencializa nossas homenagens. Hoje, mais uma vez, vem em forma de letra e poesia. Para alguém que me alegra. Meus escritos geralmente surgem de um nada, este é mais um que saiu do nada para ser um tudo. Tento apenas mostrar a significância de algumas pessoas que atenuam os horrores cotidianos. Quem me atura sem ter obrigação disso, quem ri das piadas mais sem graças justamente por serem sem graça, quem apesar de saber que sou, gosta de mim... Aí vai mais uma sequencia de versos, espero que agrade.

Nevou, mas aqueceu
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Lia, Lia, hoje meu coração manda na minha mente
Para que diria que você não é bonita, se o espelho me desmente?
Mas seu espelho reflete seu lindo sorriso e suas pelas pernas
Minha voz externa o que meus ouvidos ouvem: beleza interna.
Galanteador ? Se sou, é inconscientemente, na verdade
O que você chama de 'ser fofo' eu chamo de sinceridade
Beleza sem produção, sem edição... Como tão bela paisagem
Sem se esconder em máscaras, estereótipos e maquiagens
No diálogo diário, sempre demonstra rara destreza
Covardia que a faz ganhar mais pontos no quesito beleza.
Esquenta neve sem derreter e deixando-a quente e macia
Compará-la com qualquer outra mulher se torna covardia.
Delicada. Até suas críticas soam como um majestoso elogio
Sorriso clarividente, daria para iluminar metade da cidade do Rio
Quem se propõe e gosta de ouvir minhas bobagens e toda lamúria
Se perfeição tivesse um sinônimo, seu nome seria Júlia.
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